MME não envia representantes a evento sobre preservação da Amazônia

MME não envia representantes a evento sobre preservação da Amazônia

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Ricardo Salles
Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente: governo brasileiro também cancela a realização da Semana Climática América Latina e Caribe da ONU em Salvador – 27/03/2019 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

                        O <strong><a href='https://veja.abril.com.br/noticias-sobre/ministerio-do-meio-ambiente/'>Minist&eacute;rio do Meio Ambiente</a></strong> foi convidado, mas n&atilde;o enviou representantes para um evento internacional organizado pelo Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) em Lima, Peru sobre gest&atilde;o florestal e agricultura, com foco na Amaz&ocirc;nia. A <strong><a href='http://goodgrowthpartnership.com/ggc/#ggc-why'>Confer&ecirc;ncia do Bom Crescimento</a></strong> come&ccedil;ou nesta segunda-feira 13.

A representação do Pnud no Brasil confirmou que o Ministério recebeu convite para participar do evento, mas respondeu que o ministro Ricardo Salles não poderia participar em função de outras agendas.

A Conferência realizada em Lima discute formas para barrar o desmatamento da Amazônia por meio da agricultura sustentável e da observação de projetos de pequenos produtores locais.

Participaram de sua abertura o presidente do Peru, Martín Vizcarra, e os ministros de Meio Ambiente e de Agricultura do país anfitrião e do Equador. Também foram convidados representantes da ONU e de organizações da sociedade civil, como a WWF.

A organização da Conferência confirmou que há brasileiros acompanhando as reuniões, mas não funcionários do MMA.
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O secretário de Agricultura do Tocantins, Cesar Hanna Halim, e o secretário do Meio Ambiente do estado, Adriano Vigilato, assim como o superintendente para Políticas de Agricultura da Bahia, Marcilo Menezes, estão em Lima para a conferência. O presidente do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) também comparece ao evento.

A Floresta Amazônica possui cerca de 5 milhões de km², sendo 60% dessa área no Brasil. Os 40% restantes estão na Colômbia, Equador, Bolívia, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.

Segundo o Pnud, o Ministério da Agricultura do Brasil acompanha todas as ações da Conferência do Bom Crescimento e faz parte da governança do projeto. Mas não executa o programa diretamente.

Nesta semana, o governo brasileiro cancelou a Semana Climática América Latina e Caribe, organizada pela Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC). A reunião estava marcada para os dias 19 e 23 de agosto em Salvador.

O evento é um preparativo para a Conferência do Clima (COP-25), que será realizada em dezembro, em Santiago, após o Brasil também ter desistido de sediar esse encontro em seu território.

Ao explicar ao Blog da Andréia Sadi, do portal G1, a razão pela qual o governo desistiu do evento em Salvador, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse: “Vou manter um encontro que vai preparar um outro, que não vai acontecer mais no Brasil, por quê? Não faz o menor sentido, vai para o Chile! Vou fazer uma reunião para a turma ter oportunidade de fazer turismo em Salvador? Comer acarajé?”.

Reação

As decisões do Ministério de cancelar a reunião em Salvador e não comparecer à conferência de Lima tiveram repercussão negativa entre ambientalistas e membros da organização dos eventos.

Em nota a VEJA, a organização não-governamental WWF (World Wide Fund for Nature) criticou o posicionamento e afirmou ser “lamentável” o Brasil abrir mão das “oportunidades econômicas e vantagens competitivas ao assumir compromissos com uma economia de baixo carbono”.

“O Brasil teve um papel de liderança nas negociações climáticas -somos um dos países mais ricos em biodiversidade no planeta- e temos nos afastado dessas negociações. Essa atitude pode atrapalhar os negócios brasileiros no exterior, manchando nossa reputação internacional”, afirmou a WWF.

“As Semanas Climáticas são organizadas todo ano pela ONU para oferecer um espaço de engajamento para empresas, governos municipais e estaduais e academia, já que as negociações climáticas oficiais são restritas aos governos federais”, disse ainda a WWF.

O Ministério do Meio Ambiente não respondeu às perguntas enviadas por VEJA sobre o cancelamento da Semana Climática e a decisão de não enviar representantes à Conferência do Bom Crescimento.

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